Para evitar contaminação pela COVID-19, o mundo diminuiu a exigência pela proibição do uso de descartáveis e reconheceu que é necessária a comercialização e a distribuição desses itens no combate à pandemia. A relação com o plástico foi do ódio ao amor em pouquíssimo tempo. Nos hospitais, os itens de proteção individual feitos de plástico como as máscaras N95 (feitas com uma malha fina de fibras de polipropileno) e as luvas descartáveis passaram a proteger a vida dos profissionais da saúde.

O plástico saiu da condição de vilão a herói

A prioridade do planeta agora é a higiene. A pandemia fez a sociedade repensar as suas escolhas e ver que o plástico agrega muito valor a vida diária. São os materiais descartáveis que garantem a nossa segurança hospitalar e alimentar, mantem a higiene dos produtos e deixam os nossos veículos mais leves (e com isso facilitam o transporte de cargas ocupando menos espaço e gastando menos combustível).

Para proteger a população, foi suspensa em São Paulo a lei que proíbe o uso de copos e talheres descartáveis. A medida veio para ajudar a manter os pacientes e funcionários de hospitais (e unidades básicas de saúde) livres do risco de um possível contágio.

Um aliado importante na prevenção da COVID-19

Desde que surgiu, o novo Coronavírus aumentou a atenção das pessoas com a segurança pessoal. A higiene passou a ser uma preocupação constante e a descartabilidade dos utensílios de plástico ajudou a minimizar o risco de contaminação. Como consequência disso as pessoas começaram a usar mais copos, pratos e talheres descartáveis. 

De acordo com a Dra. Daniella Costa de Menezes e Gonçalves, médica Infectologista do Instituto Zilberstein, o uso de produtos descartáveis é uma medida de prevenção eficaz. “O uso, assim como o descarte correto desse tipo de produto, são importantes estratégias na prevenção da disseminação de diversas doenças infectocontagiosas, principalmente naquelas transmitidas por gotículas”, explica a médica. Outro ponto importante é que também são feitas de plástico as embalagens de álcool em gel e as embalagens dos materiais de higiene em geral.

Doações de descartáveis reforçam a luta contra o Coronavírus

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O setor de plásticos já está fazendo doações e quer garantir que a sociedade tenha acesso a esses artigos essenciais durante o combate ao Coronavírus. As indústrias são responsáveis por doar copos, talheres e pratos descartáveis para hospitais e instituições públicas. O setor demonstra apoio a população brasileira nesse momento e faz um trabalho conjunto e colaborativo com o estado.

A demanda por embalagens aumentou

Com a necessidade de garantir a higiene e a segurança dos alimentos durante a pandemia, veio o aumento com os gastos em embalagens de produtos.
De acordo com estudo feito pelo Information Resources Inc. (IRI) POS Data Week os gastos dos consumidores com alimentos embalados aumentaram em meio à crise do Coronavírus na Itália, França e Reino Unido.

A população passou a entender que as embalagens plásticas desempenham um papel fundamental para manter a segurança e evitar a contaminação dos alimentos. Além disso, as embalagens ajudam a conservar os alimentos e facilitam o transporte.

As entregas disparam na pandemia

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Com muitos clientes em isolamento os restaurantes, farmácias, supermercados e outros tipos de comércio tiveram que se adaptar para continuar vendendo. Agora os clientes encontram mais duas opções para solicitar produtos:  pedir para retirar no local ou o receber a encomenda direto em casa delivery. No processo de retirar o pedido existe a necessidade de utilizar embalagens específicas e no caso do delivery também é necessário usar as embalagens descartáveis para atender os clientes. Essa mudança no comportamento de compra dos brasileiros já mostra uma diferença significativa no mercado.

Reciclar para não desperdiçar

O plástico é um material incrível, mas para garantir que ele não seja causador de poluição ambiental é necessário fazer o descarte correto desses resíduos. A reciclagem é solução para que o planeta não seja prejudicado sem precisarmos renunciar ao uso de dos itens essenciais e descartáveis.

De um total de 76,8 milhões de toneladas geradas anualmente, apenas 3% dos resíduos sólidos urbanos no Brasil são reciclados (Fonte: Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais). Estes números demonstram que o país não incentiva a reciclagem. Falta interesse governamental em resolver em apoiar empresas façam esse reaproveitamento de resíduos e programas para a educação da população.